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20 de junho de 2017 Por Paulo Simões

A LOGÍSTICA NO MERCADO MODERNO

O transporte, os estoques e a armazenagem iniciaram-se antes da existência de um comércio ativo entre regiões. Desde os primórdios da humanidade os seres humanos tiveram que aprender a conservar alimentos, transportar a caça e a trocar os excedentes.

A logística evoluiu muito com o advento da industrialização, onde a oferta passou a ser maior que a demanda local, impulsionando ainda mais o comércio entre as regiões mais distantes. Com isso, as atividades de transporte e armazenagem, e seus equipamentos, também evoluíram, impactando cada vez mais na colocação de produtos nos diversos mercados.

Primeiramente, é fundamental considerar que a logística é influenciada diretamente pelos seus custos e suas atividades. No entanto, devemos também considerar os fatores externos que influenciam diretamente no desempenho dessas atividades e, principalmente, na estratégia logística de uma organização.

O crescimento populacional tem provocado um inchaço das cidades e com isso fica mais difícil transitar com os veículos e encontrar locais para parar, aumentando o tempo do trajeto e reduzindo a produtividade.

Se há cerca de 10 anos, por exemplo, em uma determinada empresa eram feitas de 20 a 30 entregas por dia, hoje com o trânsito e o aumento da dificuldade de locais de parada é possível fazer cerca de 10 a 15 entregas por dia. Entregando menos, o custo operacional aumenta.

Outro fator é o aumento da concorrência e a acessibilidade que a internet proporcionou aos clientes. O aumento da competição mundial, com diversos impactos locais, tem aumentado muito a necessidade de melhoria dos serviços aos clientes, impulsionando investimentos em tecnologia, equipamentos e processos, a fim de aumentar a competitividade dos negócios.

Da mesma forma que a concorrência, é imprescindível estar atento à escassez de recursos. Quanto mais os recursos ficam escassos maiores são os seus preços. Porém, a questão não é meramente comercial, mas também logística: quanto mais escassos, maiores distâncias terão que ser percorridas para adquiri-los, aumentando os custos das operações logísticas.

Um exemplo disso é areia para a construção civil. Com o crescimento das cidades é preciso ir cada vez mais longe buscar este recurso, que além de ser um produto barato, onde os custos logísticos impactam muito os seus custos, é um produto de alta densidade (muito pesado) consumindo mais combustível e exigindo mais manutenções nos veículos.

Os baixos investimentos na infraestrutura também impactam diretamente os custos logísticos. As estradas, portos, aeroportos e ferrovias no Brasil estão bem abaixo do necessário comparados à necessidade de crescimento do país e ao dinamismo do mercado.

Muitas estradas são da década de 70, quando os veículos tinham velocidades operacionais e capacidades muito inferiores às de hoje, além se serem em quantidades bem menores que as atuais.

Muitas dessas estradas possuem curvas muito fechadas, dificultando a circulação de grandes veículos com segurança. Assim, um caminhão bitrem, por exemplo, acaba invadindo parte da pista contrária, aumentando o risco de acidentes nessas curvas.

Algumas estradas ainda não possuem asfalto e muitas ainda são de pista simples, reduzindo a velocidade operacional e aumentando os riscos, o seguro e o tempo de viagem.

A falta de disponibilidade de transporte ferroviário também obriga a utilização do modal rodoviário, que é um dos mais caros. O mesmo ocorre com o transporte de cabotagem, que é o transporte marítimo na costa do mesmo país. Com um litoral extenso o Brasil poderia estar aproveitando esse atributo e reduzindo os custos de movimentação de mercadorias por longas distâncias, mas os portos nacionais já estão estrangulados com as operações de comércio exterior.

Nota-se portanto, que a logística envolve diversos fatores externos que impactam diretamente as suas operações e o desempenho da empresa no mercado. Dessa forma, o gestor de logística precisa estar sempre bem informado e dedicar boa parte do seu tempo no planejamento de estratégias que poderão gerar vantagens competitivas aos negócios.

Compreender o meio em que está inserida uma empresa é fundamental para a identificação de oportunidades e ameaças, atuais e futuras, melhorando o desempenho das atividades e os serviços aos clientes.

Categoria: Transporte

Paulo Simões

Economista com MBA em Gestão Empresarial Contemporânea e dezoito anos de experiência em gestão, negócios e estudos de mercado. Professor universitário de Graduação e Pós Graduação nas áreas de Estratégia, Economia, Marketing e Logística. É Diretor e Consultor Sênior da Consumeta Consultoria e Pesquisas.

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